Se pretendes entrar, a chave está embaixo do tapete. Sinta-se a vontade para abrir o refugio interior dela. Pode parecer pequeno quando você entrar, mas depois perceberá que não é o tamanho que a torna aconchegante, e sim a sua essência. Ela lhe receberá sorrindo, e mesmo sem dizer uma palavra, tu terás a sensação de que os seus olhos tem um mundo a te dizer. Ela lhe servirá uma xícara de doçura e, cuidado, é capaz de te embriagar, mas não se assuste, é um doce gostoso de se ter na alma. Assim que perceber que você se sente a vontade, ela se aproximará e, com delicadeza, será capaz de te fazer sentir paz sem ao menos tocá-lo. Quando menos esperar, ela te convidará para dançar, e ao toque dela, sentirá vontade de se aventurar na melodia de seu sorriso. Ao mesmo tempo que está próxima, ela te permite espaço para decidir seus próprios passos e, mesmo que você erre a dança, ela irá achar graça e entrar na sua onda. Não se irrite se ela lhe pisar os pés, seu jeito sem jeito é o que a define tão espontânea. E se no final dessa ciranda ela lhe pegar as mãos e puxá-lo para o jardim dos sonhos, acredite, sinal de que te soltar será a ultima coisa que ela pretenderá fazer. Essa moça não costuma abandonar quem a invade. Porém, se for tua decisão partir, só não esqueça de colocar a chave de volta no lugar, embaixo do tapete surrado. A moça não se importa que entrem em sua vida, assim como também não força que fiquem, mas se aborrece quando vão embora e levam a chave, sem permiti-la de viver outras visitas até encontrar a que realmente decida ficar..
Madame Mary B. Duncan
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